É considerado por muitos especialistas,
profissionais do esporte e, em especial, pelos torcedores do
Flamengo, o maior jogador
brasileiro desde Pelé e o maior jogador da história do
Flamengo, onde atuou durante a
maior parte de sua carreira, entre 1967
e 1989,
com uma interrupção entre 1983
e 1985
período em que esteve na Itália,
jogando pela Udinese.
Não são poucos, também, os que o consideram como o melhor jogador
de futebol dos anos 80, sendo chamado freqüentemente de "Pelé
Branco".
É o maior artilheiro da história do
estádio do Maracanã, com 333 gols
em 435 partidas. Marcou 135 gols em campeonatos
brasileiros.
No Flamengo, Zico liderou a conquista de
quatro títulos nacionais, em 1980,
1982,
1983,
1987,
da
Taça
Libertadores da América e
do Mundial
Interclubes, em 1981,
dentre diversos outros títulos, no período chamado de "Era Zico".
Por conta disso, é o maior ídolo da torcida do Flamengo e da
história do clube.
No Mundial Interclubes de 1981, o título mais
importante do Flamengo, Zico e todo a equipe tiveram uma exibição
primorosa contra o Liverpool,
reconhecido pela imprensa como o "Rei da Europa da década", tendo
conquistado, entre 1973 e o jogo contra o Flamengo, cinco
Premier
League e três
Liga dos Campeões da UEFA. Ao ser
indagado sobre o favoritismo dos britânicos, Zico teria dito:
"Eles são favoritos sim, mas para o segundo lugar, o que é até
muito honroso". Foi eleito como o terceiro maior
jogador
brasileiro
do século
XX, o sétimo maior da
América
do sul e o décimo quarto entre
todos do Mundo,
segundo a
FIFA.
É um dos quatro brasileiros a figurar no Hall da fama
da FIFA
(os outros são Pelé,
Garrincha
e Didi).
Foi eleito o nono maior jogador do século
XX pela revista France
football,e o nono Brasileiro
do Século no esporte, segundo pesquisa realizada pela
revista
IstoÉ. É aclamado como "Deus"
no Japão
e Rei na Turquia
e tem uma estátua
em cada um desses países. Na Italia
é chamado de Rei Udine
e de ill messia,e de Pelé
branco no resto da Europa.
Porém Zico nunca conseguiu conquistar uma Copa do Mundo, quando
mais precisou desperdiçou um penalti que tiraria o Brasil da Copa
do Mundo . Sendo assim Zico é considerado apenas um ídolo nacional
pela Torcida do Flamengo, não sendo um ícone mundial , pois apenas
torcedores do Flamengo o consideram ídolo .
O início de sua carreira
Zico jogava num pequeno time de futebol de
salão formado por amigos e familiares, o Juventude de
Quintino, do bairro de Quintino Bocaiúva, na zona
norte do Rio de Janeiro. Além do Juventude, ele passou a praticar o
esporte conhecido hoje como
futsal no
Ríver
Futebol Clube, tradicional clube
da Piedade, onde um dos professores era Joaquim Pedro da Luz Filho,
Seu Quinzinho. No Ríver, seu futebol ainda menino chamou a atenção.
Mas seu primeiro clube de futebol de campo foi o Flamengo, para
onde se transferiu aos catorze anos de idade, quando em 1967
o
radialista Celso García, amigo da
família, assistiu uma partida de Zico em um torneio no River
Futebol Clube, onde jogava com a camisa do Santos, e o levou para a
escolinha de futebol do clube. Zico só estreou no time
principal em 1971,
em uma partida contra o
Vasco da Gama, cujo placar
terminou 2 a 1 para o time rubro-negro. Zico só foi se
firmar como titular na equipe em 1974,
depois de passar por uma intensa
preparação física, devido ao corpo
antes franzino. E devido ao seu franzino corpo de início de
carreira e de seu bairro de origem (Quintino) ganhou o carinhoso
apelido de "Galinho de Quintino".
Seleção Brasileira
Atuou pelo
Brasil
de 1976
a 1986,
tendo marcado 66 gols em 89 partidas e perdido uma única partida no
tempo normal de jogo, contra a
Itália,
no estádio do Sarriá, na
Copa da Espanha, em
1982.
Participou das
Copas do Mundo de 1978,
1982
e 1986.
Sua estréia na Seleção ocorreu numa excursão no qual o Brasil
enfrentou países sul-americanos. Fez belos gols de falta e assumiu
a condição de maior esperança do Brasil após o término da carreira
de Pelé.
Sua participação na
Copa de 1978, contudo, foi curta,
tendo sido encerrada logo na primeira fase após sofrer uma grave
contusão muscular, contra a
Polônia.
Seu auge foi na Copa de 1982, mas acabou
vendo frustada mais uma vez a sua vontade de ganhar uma Copa,
quando o Brasil foi eliminado pela Itália. Marcado de perto pelo
zagueiro Claudio
Gentile, o Galinho chegou a ter
sua camisa rasgada em um puxão dado pelo italiano dentro da grande
área, mas o árbitro incrivelmente ignorou o lance e não marcou
pênalti.
Na sua última chance de ser campeão de uma
copa como jogador, em 1986, Zico acabou sendo responsabilizado pela
desclassificação de sua equipe diante da
França,
nas quartas-de-final do torneio. Na sua segunda partida na Copa,
Zico fez um lançamento preciso e milimétrico para o jogador Branco,
que foi derrubado dentro da grande-área, tendo o juiz marcado
penalidade máxima. Zico, lesionado, resolveu bater o
pênalti
já que seus companheiros se recusaram. O
pênalti foi defendido pelo goleiro Bats no tempo normal de jogo,
que acabou empatado em 1 a 1. Ele converteu sua cobrança na decisão
por penalidades, mas a França venceu por 4 a 3. Michel
Platini, pela França, e
Sócrates
e
Júlio César, pelo Brasil, erraram
suas cobranças.
Pela Seleção Pré-Olímpica, Zico foi durante o
torneio classificatorio para as Olímpiadas, um dos destaques da
Seleção. Inclusive fez o gol da classificação, porém foi de maneira
suspeita cortado dos jogos.
Na Copa
do Mundo de 1990, o técnico
Sebastião
Lazaroni, chegou a conversar com
Zico se o jogador não poderia repensar a sua decisão de não
disputar a Copa. Com outros planos, o Galinho optou por não
jogar.
Udinese
Quando Zico chegou na Udinese, seu futebol de
craque e o exemplo de humildade e de simplicidade levaram a
redescobrir o charme discreto e a humanidade de Udine. Suas
qualidades deram status e vida a uma cidade quieta e silenciosa
demais. Quem sintetizou de forma mais aprimorada a grande
metamorfose operada por ele foi o jornalista italiano, do "Il
Gazzettino de Veneza", profissional encarregado de seguir os passos
do Galinho, Luigi Maffei.
Para nós,
friulanos,
Zico tem o mesmo significado de um motor da Ferrari colocado dentro
de um fusca. Sentimo-nos os únicos no mundo a possuir um carro tão
maravilhoso e absurdo.
Muito impressionante foi a repercussão da
contratação do craque pela Udinese: "ou Zico ou
Áustria".
Foi uma manifestação iniciada pela torcida do
Udinese e por grande parte da população da cidade, em pé de guerra
contra a realização dos dirigentes de Roma, que consideravam
absurdo aprovar uma operação de quatro milhões de dólares, a maior
até então do futebol italiano, para a contratação de um
jogador.
Era muito nítida a mensagem da torcida e da
população: sem Zico, eles preferiam voltar sob o domínio austríaco,
situação que existiu no Friuli até 1866. Essa ameaça separatista
foi levada muito a sério pelo então presidente italiano,
Sandro
Pertini, que interveio a favor da
contratação de Zico.
Na sua chegada, duas mil pessoas o esperavam.
Parecia quase um papa acenando para a multidão. O que poucos sabem
no Brasil, é que Zico marcou muitos (e belos) gols pela Udinese. Em
uma temporada ficou apenas um gol atrás do artilheiro, o
francês Michel
Platini (da Juventus), que havia
jogado seis partidas a mais que o Galinho.
Em uma pesquisa realizada (novembro de 2006)
pelo jornal italiano La
Repubblica, sobre os maiores
jogadores brasileiros na Itália, Zico aparece em primeiro. A
pesquisa aponta os dez brasileiros que mais marcaram o futebol do
país, são eles: Zico, Falcão, Kaká, Careca, Júnior, Ronaldo,
Cerezo, Aldair, Cafu e Emerson.
A contusão
Zico retornou ao Flamengo em 1985,
muito festejado pela torcida, mas, no mesmo ano, sua carreira
sofreu um duro golpe. Em uma partida contra o
Bangu, o jogador Márcio
Nunes cometeu uma falta desleal,
entrando com os dois pés no joelho direito de Zico. A jogada rompeu
os ligamentos cruzados do joelho do jogador, que teve que se
submeter a diversas operações e, segundo ele, "aprender a andar
de novo". Mais tarde disse não guardar mágoas do
zagueiro.
Japão
Em 1991,
retornou ao futebol, para disputar o campeonato japonês.
Seu retorno aos gramados, junto com outros jogadores famosos já
aposentados ou em vias de se aposentar é hoje apontado como uma das
maiores razões da popularização do futebol no Japão.
Em 1994,
deixou definitivamente de atuar como futebolísta. No
Japão
ele atuou pelo Sumitomo Metals e
pelo clube originado deste, o atual Kashima
Antlers, de 1991
a 1994.
O Galinho ganharia também uma bela
estátua
em sua homenagem. Zico é muito reverenciado
no Japão, e outra prova disso, é o apelido carinhoso "God Soccer"
(Deus do Futebol) e "Pelé
Branco".
Treinador
Apesar de ter sido várias vezes convidado a
assumir cargos no Flamengo, Zico nunca aceitou. Especula-se que
isso se deva em grande parte aos rumos tomados pelas administrações
do clube carioca, que desde a época de Zico vêm gradativamente
acumulando divídas e maus resultados. Já disse que nunca quer ser
técnico do Flamengo para não manchar essa imagem maravilhosa que
tem com a torcida, pois como todos sabem, vida de treinador no
Brasil é complicada.
Seleção japonesa
A partir de Junho
de 2002
exerceu o cargo de selecionador
da
seleção
japonesa de futebol até
2006.
A seleção japonesa foi campeã da
Copa da Ásia de 2004. E, apesar de
ter sido a primeira classificada para a
Copa do Mundo de 2006 na
Alemanha,
foi eliminada na primeira fase. Afirmou que fez o melhor que pôde
pela seleção japonesa e que não se arrepende de nenhuma decisão que
tomou.
Fenerbahçe
Após a Copa foi contratado para treinar a
equipe do
Fenerbahçe,
da Turquia.
Conduziu a equipe às quartas-de-finais da
Liga
dos Campeões da UEFA (2008-09),
sendo esta a melhor participação do clube na principal competição
européia de clubes.
Bunyodkor
Em 22
de Setembro de 2008, foi
contratado para treinar a equipe Bunyodkor,
do Uzbequistão,
clube onde joga atualmente o meio-campo
Rivaldo,
o zagueiro
Luizão e o atacante
Villanueva. O contrato terá a
duração de um ano. Também há a possibilidade de assumir o cargo de
consultor da
seleção
uzbeque no final do ano. O
treinador anterior do clube, Mirdjalol
Kasymov, assumiu a seleção do
país.
Em 28
de setembro, no jogo de estréia, a
equipe venceu por 2 a 0, com gols de
Villanueva e Kapadze,
o
Bukhara
e passou a liderar o campeonato nacional
uzbeque.
Em 22
de outubro, a equipe derrotou
o Adelaide
United da Austrália
por 1 a 0 com gol de
Soliyev
aos 30 minutos do segundo tempo, mas foi
eliminado na semifinal da
Liga
dos Campeões da Ásia. A partida
anterior, em 8
de outubro, foi vencida pelos
australianos por 3 a 0. Assim a equipe está fora do
Mundial
de Clubes de 2008 da
FIFA,
em dezembro.
Em 31
de outubro, a equipe venceu por 3
a 1 (1 a 1 no tempo normal e 2 gols na prorrogação)
o
Pakhtakor
em Tashkent
e sagrou-se campeã do
Copa do Uzbequistão de 2008. A
equipe ainda continua disputando o
Campeonato
Uzbeque de Futebol de 2008 (Oliy League) e é seu atual líder com 7 pontos
de vantagem para o 2º colocado, o mesmo
Pakhtakor
CSKA Moscou
Em 9
de janeiro de 2009
anunciou a troca do Bunyodkor pelo CSKA
Moscou, substituindo
Valery
Gassaev. Estreiou na fase decisiva
da Copa
da UEFA contra o Aston
Villa e a equipe se classificou
para as oitavas-de-final da competição após um empate em 1 a 1 na
primeira partida e uma vitória por 2 a 0 no jogo de volta, em
casa.
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