Home Data de criação : 09/04/17 Última atualização : 09/04/27 19:02 / 52 Artigos publicados

Ídolos

Ídolo do Vitória: Mário Sérgio, o vesgo.  (Ídolos) escrito em segunda 20 abril 2009 21:59

Mário Sérgio Pontes de Paiva nasceu no Rio de Janeiro, no dia 7 de setembro de 1950. Sua vitoriosa carreira começou no Flamengo, mas foi o Vitória quem lhe deu régua e compasso.
Defendendo as cores rubro-negras baianas entre 1971 e 1975, esteve na formação de 1972, que levantou o campeonato baiano, conquistando seu primeiro título como jogador profissional. Pelo Vitória, Mário Sérgio jogou 157 partidas oficiais, marcando 18 gols. Mário Sérgio foi ainda campeão pelo Fluminense, pelo Internacional, São Paulo e pelo Grêmio, onde foi decisivo na conquista do Mundial Interclubes de 1983.
Tinha o apelido de "Vesgo", por sua facilidade em olhar para um lado e dar o passe (geralmente perfeito) para o outro. Foi um dos melhores jogadores da história do futebol brasileiro, tinha um toque refinado, mas era indisciplinado. Pela Seleção Brasileira, à qual chegou somente aos 31 anos de idade, jogou oito partidas.
Como treinador, Mário Sérgio comandou o Vitória em duas oportunidades: em 1988 quando iniciou sua carreira dirigindo o Vitória em 5 amistosos e 26 jogos oficiais pelo Campeonato Baiano, obtendo 13 vitórias, 8 empates e 5 derrotas; e, posteriormente em 2001, em 13 jogos, obtendo 4 vitórias, 3 empates e 5 derrotas pela Copa do Nordeste, além de 1 vitória pela Copa do Brasil.
Trabalhou como comentarista esportivo na TV até ser convidado para treinar o Corinthians Paulista. Com um esquema tático que privilegiava o futebol voluntarioso e a forte marcação, tornou-se a grande surpresa do ano de 1993. Apesar de não ter conquistado o título do Brasileiro, teve a melhor campanha da competição, perdendo apenas um jogo, diante do Vitória na Fonte Nova pelo placar de 2x1, gols de Alex Alves e Claudinho.
Após desligar-se do clube de Parque São Jorge, voltou a comentar partidas na TV. Em 1997, passou a exercer a função de representante entre a empresa que patrocinava o Corinthians.


Mário Sérgio foi um jogador extraordinariamente técnico e inteligente, comentarista de televisão, dirigente de futebol e um treinador ousado e moderno. Além de ter experimentado todos estes segmentos voltados ao futebol, Mário Sérgio também se destaca por não ter papas na língua e por combater a falta de profissionalismo do futebol brasileiro com as suas opiniões ácidas e contestadoras.

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Hall da Fama - Ricky, o Nigeriano.  (Ídolos) escrito em segunda 20 abril 2009 21:43

Trazido ao Vitória na gestão de José Rocha, oriundo do América-RJ, Ricky (agachado, o terceiro da esquerda para a direita) não demorou a cair nas graças da torcida do Vitória. Sua estréia com a camisa do Leão foi justamente num BA-VI, no dia 15/07/84 e logo no seu primeiro jogo balançou as redes do rival, empatando a partida em 1 a 1.

Nascido em 16/07/1961, na Nigéria, Ricky era um centroavante que tinha como principais características o ótimo cabeceio, a grande velocidade e principalmente o faro de gols. Ricky marcou 65 gols em 98 jogos disputados com a camisa do Leão, o que lhe dá uma média de 0,66 gols por partida. 

Dos 98 jogos, 74 foram válidos pelo Campeonato Baiano, 9 em Campeonatos Brasileiros e 15 amistosos. Ricky pode ter atuado ainda em mais dois amistosos, cujas fichas técnicas não foram localizadas (12/05/85 Sel. Maracás e 06/06/85 Sel. Jequié).

Iniciou sua carreira no Sharks FC, da Nigéria, em 1980. Defendeu ainda equipes como o Boavista, Belenenses e Benfica, todos de Portugal, além do Al Arabi e Al Rayyan, no Qatar. 

Ricky foi por duas vezes o artilheiro do Campeonato Nigeriano (80/81), duas vezes rtilheiro do Campeonato Baiano (84/85), artilheiro do Campeonato do Qatar (95), artilheiro da Ásia (95) e vice-artilheiro da Europa (92). Como um bom artilheiro, seu ídolo foi o maior de todos, o Rei Pelé.

A geração de Ricky nos anos 80 era formada por grandes craques como Ivan Formiga, Fernando, Jésum, Lula Baiano, Hêider e Bigu. O nigeriano se despediu do Vitória em 30/05/86, num empate de 1 a 1, diante da Catuense. Retornou ao rubro-negro em 28/08/94, na derrota de 3 a 1, diante do Atlético-MG, no Mineirão, Ricky marcou o único gol do Leão. Neste período atuou ao lado de Roberto Cavalo,

Ramon Menezes e Dão. Voltou a despedir do Leão em 02/11/94, no Barradão, diante do Bragantino.

Ricky encerrou sua brilhante carreira de jogador em 1996, mas antes deixou o troféu de Campeão Baiano de 1985 na galeria de títulos do Vitória. Atualmente Ricky reside com sua esposa em Salvador e trabalha como Agente FIFA, na sua agência Soccer Management & Consultants Company. Sempre que possível Ricky comparece ao Barradão, seja a trabalho, uma vez que é empresário do volante Vanderson, ou para acompanhar os jogos do seu clube de coração.

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Zico, o ídolo eterno do Brasil e dos Flamenguistas.  (Ídolos) escrito em sexta 17 abril 2009 06:36

É considerado por muitos especialistas, profissionais do esporte e, em especial, pelos torcedores do Flamengo, o maior jogador brasileiro desde Pelé e o maior jogador da história do Flamengo, onde atuou durante a maior parte de sua carreira, entre 1967 e 1989, com uma interrupção entre 1983 e 1985 período em que esteve na Itália, jogando pela Udinese. Não são poucos, também, os que o consideram como o melhor jogador de futebol dos anos 80, sendo chamado freqüentemente de "Pelé Branco".

É o maior artilheiro da história do estádio do Maracanã, com 333 gols em 435 partidas. Marcou 135 gols em campeonatos brasileiros.

No Flamengo, Zico liderou a conquista de quatro títulos nacionais, em 1980, 1982, 1983, 1987, da Taça Libertadores da América e do Mundial Interclubes, em 1981, dentre diversos outros títulos, no período chamado de "Era Zico". Por conta disso, é o maior ídolo da torcida do Flamengo e da história do clube.

No Mundial Interclubes de 1981, o título mais importante do Flamengo, Zico e todo a equipe tiveram uma exibição primorosa contra o Liverpool, reconhecido pela imprensa como o "Rei da Europa da década", tendo conquistado, entre 1973 e o jogo contra o Flamengo, cinco Premier League e três Liga dos Campeões da UEFA. Ao ser indagado sobre o favoritismo dos britânicos, Zico teria dito: "Eles são favoritos sim, mas para o segundo lugar, o que é até muito honroso". Foi eleito como o terceiro maior jogador brasileiro do século XX, o sétimo maior da América do sul e o décimo quarto entre todos do Mundo, segundo a FIFA. É um dos quatro brasileiros a figurar no Hall da fama da FIFA (os outros são Pelé, Garrincha e Didi). Foi eleito o nono maior jogador do século XX pela revista France football,e o nono Brasileiro do Século no esporte, segundo pesquisa realizada pela revista IstoÉ. É aclamado como "Deus" no Japão e Rei na Turquia e tem uma estátua em cada um desses países. Na Italia é chamado de Rei Udine e de ill messia,e de Pelé branco no resto da Europa. Porém Zico nunca conseguiu conquistar uma Copa do Mundo, quando mais precisou desperdiçou um penalti que tiraria o Brasil da Copa do Mundo . Sendo assim Zico é considerado apenas um ídolo nacional pela Torcida do Flamengo, não sendo um ícone mundial , pois apenas torcedores do Flamengo o consideram ídolo .

O início de sua carreira

Zico jogava num pequeno time de futebol de salão formado por amigos e familiares, o Juventude de Quintino, do bairro de Quintino Bocaiúva, na zona norte do Rio de Janeiro. Além do Juventude, ele passou a praticar o esporte conhecido hoje como futsal no Ríver Futebol Clube, tradicional clube da Piedade, onde um dos professores era Joaquim Pedro da Luz Filho, Seu Quinzinho. No Ríver, seu futebol ainda menino chamou a atenção. Mas seu primeiro clube de futebol de campo foi o Flamengo, para onde se transferiu aos catorze anos de idade, quando em 1967 o radialista Celso García, amigo da família, assistiu uma partida de Zico em um torneio no River Futebol Clube, onde jogava com a camisa do Santos, e o levou para a escolinha de futebol do clube. Zico só estreou no time principal em 1971, em uma partida contra o Vasco da Gama, cujo placar terminou 2 a 1 para o time rubro-negro. Zico só foi se firmar como titular na equipe em 1974, depois de passar por uma intensa preparação física, devido ao corpo antes franzino. E devido ao seu franzino corpo de início de carreira e de seu bairro de origem (Quintino) ganhou o carinhoso apelido de "Galinho de Quintino".

Seleção Brasileira

Atuou pelo Brasil de 1976 a 1986, tendo marcado 66 gols em 89 partidas e perdido uma única partida no tempo normal de jogo, contra a Itália, no estádio do Sarriá, na Copa da Espanha, em 1982. Participou das Copas do Mundo de 1978, 1982 e 1986. Sua estréia na Seleção ocorreu numa excursão no qual o Brasil enfrentou países sul-americanos. Fez belos gols de falta e assumiu a condição de maior esperança do Brasil após o término da carreira de Pelé. Sua participação na Copa de 1978, contudo, foi curta, tendo sido encerrada logo na primeira fase após sofrer uma grave contusão muscular, contra a Polônia.

Seu auge foi na Copa de 1982, mas acabou vendo frustada mais uma vez a sua vontade de ganhar uma Copa, quando o Brasil foi eliminado pela Itália. Marcado de perto pelo zagueiro Claudio Gentile, o Galinho chegou a ter sua camisa rasgada em um puxão dado pelo italiano dentro da grande área, mas o árbitro incrivelmente ignorou o lance e não marcou pênalti.

Na sua última chance de ser campeão de uma copa como jogador, em 1986, Zico acabou sendo responsabilizado pela desclassificação de sua equipe diante da França, nas quartas-de-final do torneio. Na sua segunda partida na Copa, Zico fez um lançamento preciso e milimétrico para o jogador Branco, que foi derrubado dentro da grande-área, tendo o juiz marcado penalidade máxima. Zico, lesionado, resolveu bater o pênalti já que seus companheiros se recusaram. O pênalti foi defendido pelo goleiro Bats no tempo normal de jogo, que acabou empatado em 1 a 1. Ele converteu sua cobrança na decisão por penalidades, mas a França venceu por 4 a 3. Michel Platini, pela França, e Sócrates e Júlio César, pelo Brasil, erraram suas cobranças.

Pela Seleção Pré-Olímpica, Zico foi durante o torneio classificatorio para as Olímpiadas, um dos destaques da Seleção. Inclusive fez o gol da classificação, porém foi de maneira suspeita cortado dos jogos.

Na Copa do Mundo de 1990, o técnico Sebastião Lazaroni, chegou a conversar com Zico se o jogador não poderia repensar a sua decisão de não disputar a Copa. Com outros planos, o Galinho optou por não jogar.

Udinese

Quando Zico chegou na Udinese, seu futebol de craque e o exemplo de humildade e de simplicidade levaram a redescobrir o charme discreto e a humanidade de Udine. Suas qualidades deram status e vida a uma cidade quieta e silenciosa demais. Quem sintetizou de forma mais aprimorada a grande metamorfose operada por ele foi o jornalista italiano, do "Il Gazzettino de Veneza", profissional encarregado de seguir os passos do Galinho, Luigi Maffei.

 

Para nós, friulanos, Zico tem o mesmo significado de um motor da Ferrari colocado dentro de um fusca. Sentimo-nos os únicos no mundo a possuir um carro tão maravilhoso e absurdo.

 

Muito impressionante foi a repercussão da contratação do craque pela Udinese: "ou Zico ou Áustria".

 

Foi uma manifestação iniciada pela torcida do Udinese e por grande parte da população da cidade, em pé de guerra contra a realização dos dirigentes de Roma, que consideravam absurdo aprovar uma operação de quatro milhões de dólares, a maior até então do futebol italiano, para a contratação de um jogador.

Era muito nítida a mensagem da torcida e da população: sem Zico, eles preferiam voltar sob o domínio austríaco, situação que existiu no Friuli até 1866. Essa ameaça separatista foi levada muito a sério pelo então presidente italiano, Sandro Pertini, que interveio a favor da contratação de Zico.

Na sua chegada, duas mil pessoas o esperavam. Parecia quase um papa acenando para a multidão. O que poucos sabem no Brasil, é que Zico marcou muitos (e belos) gols pela Udinese. Em uma temporada ficou apenas um gol atrás do artilheiro, o francês Michel Platini (da Juventus), que havia jogado seis partidas a mais que o Galinho.

Em uma pesquisa realizada (novembro de 2006) pelo jornal italiano La Repubblica, sobre os maiores jogadores brasileiros na Itália, Zico aparece em primeiro. A pesquisa aponta os dez brasileiros que mais marcaram o futebol do país, são eles: Zico, Falcão, Kaká, Careca, Júnior, Ronaldo, Cerezo, Aldair, Cafu e Emerson.

A contusão

Zico retornou ao Flamengo em 1985, muito festejado pela torcida, mas, no mesmo ano, sua carreira sofreu um duro golpe. Em uma partida contra o Bangu, o jogador Márcio Nunes cometeu uma falta desleal, entrando com os dois pés no joelho direito de Zico. A jogada rompeu os ligamentos cruzados do joelho do jogador, que teve que se submeter a diversas operações e, segundo ele, "aprender a andar de novo". Mais tarde disse não guardar mágoas do zagueiro.

Japão

Em 1991, retornou ao futebol, para disputar o campeonato japonês. Seu retorno aos gramados, junto com outros jogadores famosos já aposentados ou em vias de se aposentar é hoje apontado como uma das maiores razões da popularização do futebol no Japão.

Em 1994, deixou definitivamente de atuar como futebolísta. No Japão ele atuou pelo Sumitomo Metals e pelo clube originado deste, o atual Kashima Antlers, de 1991 a 1994.

O Galinho ganharia também uma bela estátua em sua homenagem. Zico é muito reverenciado no Japão, e outra prova disso, é o apelido carinhoso "God Soccer" (Deus do Futebol) e "Pelé Branco".

Treinador

Apesar de ter sido várias vezes convidado a assumir cargos no Flamengo, Zico nunca aceitou. Especula-se que isso se deva em grande parte aos rumos tomados pelas administrações do clube carioca, que desde a época de Zico vêm gradativamente acumulando divídas e maus resultados. Já disse que nunca quer ser técnico do Flamengo para não manchar essa imagem maravilhosa que tem com a torcida, pois como todos sabem, vida de treinador no Brasil é complicada.

Seleção japonesa

A partir de Junho de 2002 exerceu o cargo de selecionador da seleção japonesa de futebol até 2006. A seleção japonesa foi campeã da Copa da Ásia de 2004. E, apesar de ter sido a primeira classificada para a Copa do Mundo de 2006 na Alemanha, foi eliminada na primeira fase. Afirmou que fez o melhor que pôde pela seleção japonesa e que não se arrepende de nenhuma decisão que tomou.

Fenerbahçe

Após a Copa foi contratado para treinar a equipe do Fenerbahçe, da Turquia. Conduziu a equipe às quartas-de-finais da Liga dos Campeões da UEFA (2008-09), sendo esta a melhor participação do clube na principal competição européia de clubes.

Bunyodkor

Em 22 de Setembro de 2008, foi contratado para treinar a equipe Bunyodkor, do Uzbequistão, clube onde joga atualmente o meio-campo Rivaldo, o zagueiro Luizão e o atacante Villanueva. O contrato terá a duração de um ano. Também há a possibilidade de assumir o cargo de consultor da seleção uzbeque no final do ano. O treinador anterior do clube, Mirdjalol Kasymov, assumiu a seleção do país.

Em 28 de setembro, no jogo de estréia, a equipe venceu por 2 a 0, com gols de Villanueva e Kapadze, o Bukhara e passou a liderar o campeonato nacional uzbeque.

Em 22 de outubro, a equipe derrotou o Adelaide United da Austrália por 1 a 0 com gol de Soliyev aos 30 minutos do segundo tempo, mas foi eliminado na semifinal da Liga dos Campeões da Ásia. A partida anterior, em 8 de outubro, foi vencida pelos australianos por 3 a 0. Assim a equipe está fora do Mundial de Clubes de 2008 da FIFA, em dezembro.

Em 31 de outubro, a equipe venceu por 3 a 1 (1 a 1 no tempo normal e 2 gols na prorrogação) o Pakhtakor em Tashkent e sagrou-se campeã do Copa do Uzbequistão de 2008. A equipe ainda continua disputando o Campeonato Uzbeque de Futebol de 2008 (Oliy League) e é seu atual líder com 7 pontos de vantagem para o 2º colocado, o mesmo Pakhtakor

CSKA Moscou

Em 9 de janeiro de 2009 anunciou a troca do Bunyodkor pelo CSKA Moscou, substituindo Valery Gassaev. Estreiou na fase decisiva da Copa da UEFA contra o Aston Villa e a equipe se classificou para as oitavas-de-final da competição após um empate em 1 a 1 na primeira partida e uma vitória por 2 a 0 no jogo de volta, em casa.

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