Vencedor dos três últimos
segundos turnos do Estadual do Rio de Janeiro, duas vezes pelo
Botafogo, o comandante rubro-negro quer o fim das discussões sobre
a validade deste troféu, único que o ex-meia levantou em 11 anos
como técnico profissional.
"Tem que fazer
um acordo para ver se a Taça Rio vale ou não como título. Se ganho,
não sou campeão. No outro domingo, se Deus quiser vou ser campeão -
e Ele quer - e vão dizer que só ganhei um Carioca", já antecipa-se
o treinador, que diz ignorar as contestações a seus
feitos.
"Falam que sou
rabugento, e sou assim até em casa. Sou uma pessoa centrada. Se
ganho, não solto foguete, e se perco não coloco a cabeça no vaso da
privada", discursou, admitindo, no entanto, que se sente um campeão
com mais uma vitória na Taça Rio.
"Gosto de ser
campeão. É uma sensação maravilhosa em qualquer situação. Estou
feliz como estava muito feliz quando ganhei Taça Guanabara pelo
Botafogo", lembrou, enganando-se em relação a seus feitos no clube
de General Severiano. "E sou novo, ainda tenho muitos títulos a
conquistar", completou.
Neste clima,
Cuca faz questão até de estabelecer paz com os botafoguenses, ao
contrário do que fez no dia seguinte à final da Taça Guanabara,
quando declarou estar "ainda mais motivado para conquistar a Taça
Rio por causa destes gritos".
"Hoje entendo
aquele grito de forma diferente. Amadureci um pouco nisso. Eles não
cantam para o Cuca, cantam para o treinador do Flamengo, uma
arquirrival. Respeito e admiro a torcida do Botafogo da mesma forma
como trabalhava lá", garantiu, recordando-se da qualidade alvinegra
nas finais perdidas nos dois últimos anos.
Depois da
vitória sobre o Resende e o título da Taça Guanabara, a
torcida do Botafogo entoou o
grito "Vice é o Cuca", lembrando do comandante dos vice-campeonatos
cariocas de 2007 e 2008. Nesse domingo, após bater os alvinegros
por 1 a 0 e a conquista da Taça Rio, os flamenguistas devolveram
com o cântico "Ão, ão, ão, o Cuca é campeão". E o
treinador quer se aproveitar do
reforço da massa.
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